Há paz nos caminhos já vistos, na terra que sempre se sentiu através da planta dos pés, nas vozes da infância. Há paz sobre os peitos em guerra, no Deus que não se conhece, a paz.
Comi a areia na qual não deveria tocar e meu peito antes movediço, agora inerte é pedra. Vou me cercar de mar numa oração. Meus lábios de Jorge não pronunciam o amor, entendem outros sons e em línguas não ditas me expresso. Ouço meu nome ser dito por vozes que desconheço (talvez meu antepassados que num eco me chamam em regresso, num ciclo) não sei o que significam.
Movimentos vazios que quase não são vistos por meus olhos distraídos, olhos em fúria? Não mais, hoje vejo, em paz.