São 23:30 dentro de meu corpo, um tempo repetido diariamente e surpreendentemente novo.
São 23:31!Outro novo tempo repetido, tempo antigo que não serve mais.
São dias, rostos, cores, cheiros e sons que não importam mais.
São 23: 30 e uma sensação estranha de alma prestes a amanhecer com o zerar dos pontos.
Amanhecer para se repetir de novo no que é novo.
São os pequenos e os grandes olhos abertos por sobre a pele, que quietos se fecham em si mesmos ignorando o desejo interno por amplitude, talvez atendendo apenas ao desejo do corpo que cansado quer se fechar
São os números soltos e o corpo flutuando no tempo, entre os mesmos, como em um desenho de Dalí,
livre, mas preso a realidade de seu tempo interno!