sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cachorro Morto.

Meus aspirais estão abertos, suas curvas converteram-se em retas e ainda assim, e talvez por isso, não sei aonde ir. Meu corpo se tornou uma obrigação, mais leve o forço a andar. As cores já não tem o mesmo gosto, pálidas perderam o tom, assim como eu. Perderam os quilos que não poderiam perder, o brilho, a inspiração.
Só mais dois dias, seis talvez, quatro, eu não sei.
Não se pode transmitir isso, um sentimento misto, híbrido, plural, destruidor.
As profecias, as visões, as dúvidas, a dor e é tudo tão real.
Meu corpo vazio aberto não sangra mais.
Me recupero e nego, não acredito mais, não me olho mais, não olho mais.
Não há mãos que repousem sobre mim.
Meu corpo incrédulo é reta, não tem mais aonde ir.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Libre

Minha imagem é violenta
meus olhos são fortes
eu disputo, mato e ganho.
Não há mais o que me detenha
meu peito outra vez é chamas.