Pode se levar muito tempo para entender o que realmente importa. Pode se levar uma vida em vão, em torno de falsos fios de prata, em torno apenas de si.
Pequenos como grãos de areia, porcos atirados à lama se banhando na própria sujeira.
( papo com Huguinho).
domingo, 23 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Dentro.
Dentro do ônibus, vindo para casa, outra pessoa sentou ao meu lado.Várias pessoas cruzam meu caminho todos os dias e eu o delas. Aquela mulher era igual a tantas outras e sentou ao meu lado antes de atender o celular e agradecer pelas felicitações, era seu aniversário. Depois ela ligou para uma amiga e agradeceu, pelo carinho, pela presença, pelos anos de companherismo, por todos os anos, agradeceu por tê-la como amiga, por tê-la. Ela desligou o telefone e eu esperei alguns minutos para encostar minha mão em sua pele em carinho por suas lágrimas, ela sorriu tentando me olhar enquanto chorava e chorou. Eu lhe fiz carinho e disse em minha voz mais doce que num momento ela teria as respostas... ela disse que é difícil, às vezes não se pode ser forte. Depois de outras lágrimas, afagos e palavras ela me agradeceu e desceu. Aquela mulher era igual a tantas outras, preciosa, humana. Se pode ter/dar muito a quem se desconhece, basta ver.
Sou grata por tê-las em mim; preciosas, humanas, ricas, as amigas mais queridas, amo vocês.
Sou grata por tê-las em mim; preciosas, humanas, ricas, as amigas mais queridas, amo vocês.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Fragmentos...
de amor:
'Para mudar o mundo o amor de todo mundo,
o amor de todo mundo para mudar o mundo'.
escrito na porta de um bar.
'Para mudar o mundo o amor de todo mundo,
o amor de todo mundo para mudar o mundo'.
escrito na porta de um bar.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Desperta e levanta, te deixarei andar.
Serás como antes meu antecessor,
me abrirás os caminhos,te erguerás.
Verás; através de meus olhos
te mostrarás em fome,
olhos africanos,
te espalharás em minha pele,
como o sangue
que me cruza o corpo.
És negro como a noite
e nela tuas escarpas cairão,
serás tu, lutarás por prazer
e venceras por hábito.
Estás solto, vai.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Deixa Fluir.
Vou fechar meus olhos, respirar, respirar, respirar, respirar. Há sons nesse lugar, diferentes aos que me rodeiam, há sons nesse lugar. Meu peito tem mudado de cor, alterado, tem sido mútuo. O toque na pele, o rosto em chamas, a boca no ombro, os dedos na mão, as mãos. São dias de cor ,quatro da tarde, a luz mais querida. O tato no corpo, contato. A sensação do toque, pensamento, em benefício. Abrirei as janelas desse circulo antes forma geométrica, apenas era. Deixarei em paz os sentidos alheios, não os olharei mais, não mais. Serei, em outro tempo diria indiferente, serei humana, respeitarei isso, pela primeira vez. Olharei com olhos livres por trás das lentes que os guardam, olharei. Não sei o que verei, como, onde e por quê verei, mas farei. Uma vez ao menos, preciso viver isso, preciso não quebrar o fluxo que mais uma vez se repete, mais uma vez numa permissão. Esses pássaros que me pousam no ombro e me puxam os fios dos cabelos, sempre voltam hora ou outra querendo me mostrar algo que eu sempre me impeço de ver ao cortá-los sobre os ombros. Insistentes eles retornam se emaranhando nas frases de minha pele, circundando meus pulsos com fios de prata pura que brilham como ouro, como prata. Eles tem algo a me dizer, algo que meu canto emudece, eles cantam e dessa vez não cantarei mais alto. Que me fiquem os pássaros em moradia passageira, em despedida, sei que irão quando eu entender o motivo da vinda, sei que irão. E depois em regresso me tocarão outra vez, em minha pele negra de fios dourados se assentarão, talvez em repouso, talvez em sono, pássaros de paz. Hoje apenas sei, que vêm.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)