Vejo homens erguidos, diante de seres gigantescos e feéricos; vejo homens se movimentando com naturalidade, perdidos em si, alheios ao universo, seu interior é o universo.
Há girassóis suspensos na noite, altivos como cataventos,a seu favor.
Há girossóis em meu peito, recolhidos de um tempo carnal, de um tempo em fim, ilusoriamente infinito, um tempo real.
Talvez eu seja imperecível, mas não agora, hoje sou temporária, filha do tempo a ele rendida, a seus segundos furtivos, a seus segundos finais.
E não há mais porque se deter, não há mais porque se dar.
Tenho sido protegida e guiada, não há orixá que me valha, não há santo que me carregue, meu guia é Emanuel.
Esse corpo que me guarda desfar-ce-a, nadarei em águas negras cercada por algas verdes que tocando meu corpo não me queimarão, dançarei extinguindo meus demônios, serei liberta, progressivamente liberta e o que antes era intransponível será caminho natural. Direi outras línguas e ouvirei outros sons, será real como o vento que circula em meu corpo; é real.
Sou dele e ele é meu.
Tenho sido protegida e guiada, não há orixá que me valha, não há santo que me carregue, meu guia é Emanuel.
Esse corpo que me guarda desfar-ce-a, nadarei em águas negras cercada por algas verdes que tocando meu corpo não me queimarão, dançarei extinguindo meus demônios, serei liberta, progressivamente liberta e o que antes era intransponível será caminho natural. Direi outras línguas e ouvirei outros sons, será real como o vento que circula em meu corpo; é real.
Sou dele e ele é meu.
E quando for o tempo,
no momento certo,
amarei.
no momento certo,
amarei.