domingo, 4 de dezembro de 2011

A fuga das letrinhas.

Há um espaço em meu peito que as cores não preenchem.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Perdão.

O tempo é agora e é hoje, agora e já.
Vivo, fluído, infiel, dono de nós, fiel apenas a si.
Dono da cura e da dor, dono do sangue do peito, da fúria do mar, do que corre em mim.Dono do infinito e da efemeridade, das curvas da saudade
És tu o tempo do dente na língua, do fogo na perna, do choro no colo, do íntimo.
Do íntimo pedaço de paz, escrita no peito, de fora para dentro PAZ.

E pelo respeito ao tempo e a maneira como corre vagaroso e sábio digo que é preciso amar até o fim para deixar de amar e deixar amar.
Deixo em paz os bichos da floresta e seus sons particulares,
quero que durmam em tranquilidade com grandes olhos de carinho a lhes velar o sono.
Eu fui até o fim, mas que isso é morte. 
O fundo chega rápido quando se lança com o peito tão aberto e dói,
mas essa consciência liberta e sei que não é justo transferir a dor.
Não é justo sentir a dor, não além de seu tempo.
A lucidez não faz sentindo e a aceitação também não,
mas é preciso deixar ir em paz o que se sentiu e o que foi sentido.
Meu coração é bom, meus olhos às vezes me traem e tentam me destruir,
mas meu coração é bom e hoje eu volto a preservá-lo, preservá-lo de mim.
Não vai ser tão difícil assim me alimentar de minha essência, voltar a ser.
Ainda tenho muito banho de mar para  tomar e um espírito para enriquecer.
Aprender e depois doar. Perdoo minha alma e peço perdão.
Seremos Tu e eu até o fim e sou grata por isso.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cachorro Morto.

Meus aspirais estão abertos, suas curvas converteram-se em retas e ainda assim, e talvez por isso, não sei aonde ir. Meu corpo se tornou uma obrigação, mais leve o forço a andar. As cores já não tem o mesmo gosto, pálidas perderam o tom, assim como eu. Perderam os quilos que não poderiam perder, o brilho, a inspiração.
Só mais dois dias, seis talvez, quatro, eu não sei.
Não se pode transmitir isso, um sentimento misto, híbrido, plural, destruidor.
As profecias, as visões, as dúvidas, a dor e é tudo tão real.
Meu corpo vazio aberto não sangra mais.
Me recupero e nego, não acredito mais, não me olho mais, não olho mais.
Não há mãos que repousem sobre mim.
Meu corpo incrédulo é reta, não tem mais aonde ir.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Libre

Minha imagem é violenta
meus olhos são fortes
eu disputo, mato e ganho.
Não há mais o que me detenha
meu peito outra vez é chamas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fragmentos...

de desejo: teu cheiro entrando pelo meu nariz.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Homens.

Pode se levar muito tempo para entender o que realmente importa. Pode se levar uma vida em vão, em torno de falsos fios de prata, em torno apenas de si.
Pequenos como grãos de areia, porcos atirados à lama se banhando na própria sujeira. 


( papo com Huguinho).

Fragmentos...

de sábado: 'eu não preciso entender sua língua, ela fala com os olhos!'