sexta-feira, 26 de junho de 2009

De repente houve outra melodia,
um som de paz entre os lençóis,
entre as pernas despidas.
De repente... ah bendita música!
Nem bossa, nem jazz.
Um outro som, uma outra cadência.
Uma música de fogo com ascendente em touro,
que me falava ao corpo.
E se meus olhos pudessem ser ouvidos soariam
aquela canção tão desacelarada e clara, tão forte.
Eu ouvi a música do ar na pele e a partir de então
a ouviria continuamente.
Essa melodia se converteu num som interno,
meu corpo ganhou um novo ritmo erótico.
Havia luxúria em meus cabelos caídos nos ombros,
nos ossos de meu pescoço,
nas curvas de meus ouvidos.
E eu não pude não me dar.
Não pude evitar a música da carne.